o sonho dos justos

o sonho dos justos, o merecido, o correcto, aquele que sabe bem. aquele pelo qual se esperava. a sensação de tranquilidade, sem receios, anseios ou meros devaneios. porque mudamos, porque acreditamos e o mundo há de ser melhor. porque é bom viver. porque a felicidade dos outros também é a nossa. porque somos humanos e isso é bom.


{"The most incomprehensible thing about the world is that it is comprehensible."}
Albert Einstein

not enough

not good enough. not smart enough. not sweet enough. not funny enough. not happy enough. not dedicated enough. not strong enough. not confident enough. not eloquent enough. not delicate enough. not creative enough. not experienced enough. not pretty enough. not sexy enough. not polite enough.... just not enough...

i'm not perfect. i'm not a machine.
i make mistakes. i have weakness.
i'm just human. i'm just me. 
isn't that enough?


{I am enough of an artist to draw freely upon my imagination.}
Albert Einstein

[“Creativity is allowing yourself to make mistakes”]


A criatividade é um ponto incontornável nos dias que correm, não só a nível pessoal, interpessoal mas também e principalmente a nível profissional. Existem vários tipos de criatividade e a mesma é uma capacidade que se desenvolve e se treina. Não existem formulas ou abordagens estruturadas que devemos seguir à risca para levarmos a cabo um processo criativo, contudo, existem algumas matrizes e algumas técnicas que podem despoletar o surgimento de ideias.
Perante um determinado problema se o queremos resolver criativamente temos que o estudar em detalhe, o âmbito e contextualização. É pois necessário compreender na totalidade a situação e compara-la com outras semelhantes. Poderemos ter algumas perguntas chave: onde? o que? quando? porque? quem?...
Devemos também ter em conta a nossa posição perante o problema, ou seja, que sentimentos nos desperta, qual é a nossa percepção do assunto que tipo de ideias pré-concebidas poderemos ter perante o problema. Neste ponto surgem todos os bloqueios mentais, é pois necessário sair da nossa "zona de conforto" e partirmos à descoberta de novos caminhos, espreitar para além de tudo aquilo que nos limita o pensamento.
De entre as varias técnicas criativas, temos aquelas que servem como estimulo, como os brainstormings, o questionamento de suposições, entre outros. Podemos também estimular o raciocínio através da organização e correlacionamento de atributos e ideias, ou como o processo de Synectics. Etimologicamente Synectics significa "trazer coisas diferentes ao mesmo tempo para criar uma conexão unificada". Na prática após a analise do problema transpomos o mesmo para um campo completamente diferente e através de uma figura de estilo criamos novas ligações e soluções para o problema.
Para melhor organizar as ideias é aconselhável a criação de mapas mentais (Mind Maps), estes permitem uma organização gráfica das diferentes ideias e a importância relativa das várias informações e conceitos.
De resto, a nossa criatividade depende de nós próprios, das nossas vivências, conhecimentos, convicções e valores; é de facto toda a nossa bagagem cultural e emocional que vai determinar como relacionamos conceitos e como abordamos os problemas para daí partir para novas soluções.

{criatividade mcmm}

as3 little notes



abstracção; encapsulamento; herança; polimorfismo


é necessário desenvolver software e aplicações que reflictam o mundo real.

as aplicações têm de ser facilmente alteradas, actualizadas e reutilizadas, caso contrário o software perde a capacidade de adaptação às exigências do uso em contacto real.

design patterns são soluções algorítmicas para problemas comuns.


{the pleasure of doing something well}

in ActionScript 3.0. Design Patterns; O'REILLY


my love

Na verdade, não percebo nada do que é amor, muito menos do que é amar. Que tipos de amor existem e quantas pessoas/coisas podemos amar em simultâneo. Qual é a linha que divide o amor e o ódio, e como podemos amar algo que nunca vimos ou como queremos distância de alguém com quem nunca estivemos  ou conhecemos. É uma problemática sem fim, um problema sem solução aparente. O que sei, é que certas questões perante o absurdo ficam demasiado pequenas, demasiado mesquinhas, obsoletas, em suma, uma perda de tempo. O que sei é que quando quem amo não é feliz, e quando quem eu quero bem não está bem...fico triste... "triste como a noite".
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“Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.

O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.

Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em “diálogo”. O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam “praticamente” apaixonadas.

Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do “tá bem, tudo bem”, tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?

O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida,o nosso “dá lá um jeitinho sentimental”. Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.

O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A “vidinha” é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.

O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha – é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.”

{ELOGIO AO AMOR - Miguel Esteves Cardoso in Expresso}