O que é a criatividade?
Apesar das inúmeras vezes em que esta questão me foi colocada, gelo sempre quando me fazem esta pergunta. Afinal, o que é isto de sermos criativos? A criatividade é um dom, é algo inato ou é algo que se aprende e desenvolve?
Responderia com argucia a esta pergunta se tivesse nascido criativa ou se tivesse desenvolvido esta capacidade, como não fiz nem uma coisa nem outra limito-me a parafrasear os outros.
De facto, todos nós, até o mais céptico e purista cientista, nasce com um potencial criativo, não tendo contudo esta capacidade como um bem adquiro... é necessário trabalha-lo e estimula-lo. Como? Como tudo na vida, com saber, experiência e verdade, como diria Franz Schubert "I try to decorate my imagination as much as I can", ou seja, temos que encher as nossas memórias e as nossas vivências, aquilo que faz de nós humanos e seres únicos, como toda a espécie de penduricalhos e berlicoques, claro que sem cair no absurdo do fútil, superficial e desnecessário. É necessário questionar todas as verdades e regras estabelecidas, de modo a encontrarmos novas perspectivas, diferentes abordagens e resoluções diferentes e mais eficazes para os problemas do imediato e para aqueles problemas que são transversais a gerações e povos.
Relativamente ao resto desta mensagem sejam criativos...
ser
“Depois de algum tempo aprende-se a diferença, a subtil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E aprende-se que amar não significa apoiar-se, que companhia nem sempre significa segurança, e começa a aprender que beijos não são contratos, e que presentes não são promessas.
Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança; aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo, e aprende que não importa o quanto nos importamos, algumas pessoas simplesmente não se importam… aceita que não importa o quanto boa seja uma pessoa, ela vai magoá-lo de vez em quando e precisamos de perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais, e descobre que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas num instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida; aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias, e o que importa não é o que temos na vida, mas quem temos na vida, e que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que eles mudam; percebe que com o seu melhor amigo e pode fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.
Descobre que as pessoas com quem mais se importa na vida desaparecem muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vemos.
Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegou, mas para onde está a ir, mas se não sabe para onde está a ir qualquer lugar serve. Aprende que ou controla seus actos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as consequências. Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes a pessoa que mais espera que o calce quando cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se; aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que se aprendeu com elas do que com quantos aniversários celebrou; aprende que há mais dos seus pais em si do que supunha; aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são ilusões; poucas coisas são tão humilhantes… e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando se está com raiva se tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama da maneira queria que a ame-se não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém; algumas vezes temos que aprender a perdoarmos-nos a nós próprios. Aprende que com a mesma severidade com que julga, será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás, portanto, plante seu jardim e decore sua alma ao invés de esperar que alguém lhe traga flores, e aprende que realmente pode suportar… que realmente é forte e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.
Descobre que realmente a vida tem valor e que temos valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar.”
{William Shakespeare}
Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança; aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo, e aprende que não importa o quanto nos importamos, algumas pessoas simplesmente não se importam… aceita que não importa o quanto boa seja uma pessoa, ela vai magoá-lo de vez em quando e precisamos de perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais, e descobre que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas num instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida; aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias, e o que importa não é o que temos na vida, mas quem temos na vida, e que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que eles mudam; percebe que com o seu melhor amigo e pode fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.
Descobre que as pessoas com quem mais se importa na vida desaparecem muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vemos.
Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegou, mas para onde está a ir, mas se não sabe para onde está a ir qualquer lugar serve. Aprende que ou controla seus actos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as consequências. Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes a pessoa que mais espera que o calce quando cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se; aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que se aprendeu com elas do que com quantos aniversários celebrou; aprende que há mais dos seus pais em si do que supunha; aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são ilusões; poucas coisas são tão humilhantes… e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando se está com raiva se tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama da maneira queria que a ame-se não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém; algumas vezes temos que aprender a perdoarmos-nos a nós próprios. Aprende que com a mesma severidade com que julga, será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás, portanto, plante seu jardim e decore sua alma ao invés de esperar que alguém lhe traga flores, e aprende que realmente pode suportar… que realmente é forte e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.
Descobre que realmente a vida tem valor e que temos valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar.”
{William Shakespeare}
{sad - Syntomatic affective disorder}
perco-me em frames e memórias outrora doces, agora ácidas e pútridas. nulidades de si próprias esvaziadas de conteúdo sem razão. perdi a alma, o alento e estou de luto. congelo sem saber como proceder. Sou o nada, o vazio e a ausência. revelo a contradição de toda a existência, não sigo regras nem compreendo premissas. Sou uma antítese e uma metáfora. perdi o sono e a fome e tenho uma vontade irresistível de me perder... de esquecer, de desaparecer... evaporar, mudar... sei lá... algo que não me lembre do meu Ser e o meu Querer.

" Tenho sono, não durmo, sinto e não sei em que sentir.
Sou uma sensação sem pessoa correspondente,
Uma abstração de autoconsciência sem de quê,
Salvo o necessário para sentir consciência,
Salvo – sei lá salvo o quê... "
Insónia - Álvaro de Campos (Pessoa)

" Tenho sono, não durmo, sinto e não sei em que sentir.
Sou uma sensação sem pessoa correspondente,
Uma abstração de autoconsciência sem de quê,
Salvo o necessário para sentir consciência,
Salvo – sei lá salvo o quê... "
Insónia - Álvaro de Campos (Pessoa)
nihil
"Mais ou menos bruscamente, em nossa casa ou na casa dos outros, ou perante uma paisagem muito bela, tudo se esvazia de conteúdo e de sentido.
O vazio está em nós e fora de nós. Todo o universo é atingido pela nulidade. E nada nos interessa, nada merece a nossa atenção. O tédio é uma vertigem, mas uma vertigem tranquila, monótona; é a revelação da insignificância universal"
{Cioran}
O vazio está em nós e fora de nós. Todo o universo é atingido pela nulidade. E nada nos interessa, nada merece a nossa atenção. O tédio é uma vertigem, mas uma vertigem tranquila, monótona; é a revelação da insignificância universal"
{Cioran}
pegada digital
Já todos sabemos que a vida é uma caminhada, mais ou menos curta, mais ou menos difícil, com muitos obstáculos ou ajudas extra dependendo do fado de cada um. Deixamos assim um rasto em todas as atitudes que temos e decisões que fazemos, deixamos vários tipo de pegadas... Pegada digital é um termo facilmente apreendido nos dias de hoje em analogia à tão em voga pegada ecológica, que faz corar até o mais puro ambientalista.
Devemos estar atentos a todas as nossas pegadas e com a entrada massiva e indiscutível da web e da tecnologia em geral em todos os parâmetros da nossa existência, devemos estar particularmente atentos à nossa pegada digital. Terão os milhares de utilizadores dos vários tipos de redes existentes na Web 2.0 consciência da marca que este uso tem não só nas suas vidas mas também na própria evolução da web e no limite da humanidade em si. É necessário alertar, especialmente os mais jovens ou inocentes, para as consequências que actos e comportamentos impensados ou inconsequentes poderão ter. Contudo, não estou a colocar em causa a utilização destes meios, muito pelo contrário, devemos usa-los e contribuir activamente para o seu desenvolvimento. Todavia temos de ter consciência que inevitavelmente disponibilizamos acesso não só a aspectos da nossa personalidade como também do nosso percurso: onde estivemos, quem foram os nossos amigos, quais as nossas preocupações, capacidades, originalidade, o que deixamos para trás, o que queremos fazer amanha e o que somos hoje. Este tipo de "informações" fica acessível a quem a quiser consultar, nomeadamente a nossa família, amigos e futuros amigos, o nosso patrão e muita gente que não conhecemos de lado nenhum... e terão influência na percepção que os outros têm sobre o nosso EU hoje e daqui a muitos mas mesmo muitos anos....
{like normal people}
Devemos estar atentos a todas as nossas pegadas e com a entrada massiva e indiscutível da web e da tecnologia em geral em todos os parâmetros da nossa existência, devemos estar particularmente atentos à nossa pegada digital. Terão os milhares de utilizadores dos vários tipos de redes existentes na Web 2.0 consciência da marca que este uso tem não só nas suas vidas mas também na própria evolução da web e no limite da humanidade em si. É necessário alertar, especialmente os mais jovens ou inocentes, para as consequências que actos e comportamentos impensados ou inconsequentes poderão ter. Contudo, não estou a colocar em causa a utilização destes meios, muito pelo contrário, devemos usa-los e contribuir activamente para o seu desenvolvimento. Todavia temos de ter consciência que inevitavelmente disponibilizamos acesso não só a aspectos da nossa personalidade como também do nosso percurso: onde estivemos, quem foram os nossos amigos, quais as nossas preocupações, capacidades, originalidade, o que deixamos para trás, o que queremos fazer amanha e o que somos hoje. Este tipo de "informações" fica acessível a quem a quiser consultar, nomeadamente a nossa família, amigos e futuros amigos, o nosso patrão e muita gente que não conhecemos de lado nenhum... e terão influência na percepção que os outros têm sobre o nosso EU hoje e daqui a muitos mas mesmo muitos anos....
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