"Mais ou menos bruscamente, em nossa casa ou na casa dos outros, ou perante uma paisagem muito bela, tudo se esvazia de conteúdo e de sentido.
O vazio está em nós e fora de nós. Todo o universo é atingido pela nulidade. E nada nos interessa, nada merece a nossa atenção. O tédio é uma vertigem, mas uma vertigem tranquila, monótona; é a revelação da insignificância universal"
{Cioran}
pegada digital
Já todos sabemos que a vida é uma caminhada, mais ou menos curta, mais ou menos difícil, com muitos obstáculos ou ajudas extra dependendo do fado de cada um. Deixamos assim um rasto em todas as atitudes que temos e decisões que fazemos, deixamos vários tipo de pegadas... Pegada digital é um termo facilmente apreendido nos dias de hoje em analogia à tão em voga pegada ecológica, que faz corar até o mais puro ambientalista.
Devemos estar atentos a todas as nossas pegadas e com a entrada massiva e indiscutível da web e da tecnologia em geral em todos os parâmetros da nossa existência, devemos estar particularmente atentos à nossa pegada digital. Terão os milhares de utilizadores dos vários tipos de redes existentes na Web 2.0 consciência da marca que este uso tem não só nas suas vidas mas também na própria evolução da web e no limite da humanidade em si. É necessário alertar, especialmente os mais jovens ou inocentes, para as consequências que actos e comportamentos impensados ou inconsequentes poderão ter. Contudo, não estou a colocar em causa a utilização destes meios, muito pelo contrário, devemos usa-los e contribuir activamente para o seu desenvolvimento. Todavia temos de ter consciência que inevitavelmente disponibilizamos acesso não só a aspectos da nossa personalidade como também do nosso percurso: onde estivemos, quem foram os nossos amigos, quais as nossas preocupações, capacidades, originalidade, o que deixamos para trás, o que queremos fazer amanha e o que somos hoje. Este tipo de "informações" fica acessível a quem a quiser consultar, nomeadamente a nossa família, amigos e futuros amigos, o nosso patrão e muita gente que não conhecemos de lado nenhum... e terão influência na percepção que os outros têm sobre o nosso EU hoje e daqui a muitos mas mesmo muitos anos....
{like normal people}
Devemos estar atentos a todas as nossas pegadas e com a entrada massiva e indiscutível da web e da tecnologia em geral em todos os parâmetros da nossa existência, devemos estar particularmente atentos à nossa pegada digital. Terão os milhares de utilizadores dos vários tipos de redes existentes na Web 2.0 consciência da marca que este uso tem não só nas suas vidas mas também na própria evolução da web e no limite da humanidade em si. É necessário alertar, especialmente os mais jovens ou inocentes, para as consequências que actos e comportamentos impensados ou inconsequentes poderão ter. Contudo, não estou a colocar em causa a utilização destes meios, muito pelo contrário, devemos usa-los e contribuir activamente para o seu desenvolvimento. Todavia temos de ter consciência que inevitavelmente disponibilizamos acesso não só a aspectos da nossa personalidade como também do nosso percurso: onde estivemos, quem foram os nossos amigos, quais as nossas preocupações, capacidades, originalidade, o que deixamos para trás, o que queremos fazer amanha e o que somos hoje. Este tipo de "informações" fica acessível a quem a quiser consultar, nomeadamente a nossa família, amigos e futuros amigos, o nosso patrão e muita gente que não conhecemos de lado nenhum... e terão influência na percepção que os outros têm sobre o nosso EU hoje e daqui a muitos mas mesmo muitos anos....
{like normal people}
social, eu?
Inato como respirarmos comunicar faz parte intrínseca da nossa natureza humana e social. Desta forma, é lógico e natural todo o conjunto de ferramentas e comunidades sociais que proliferam na web, um meio criado ele também para ligar, conectar e partilhar. O que se segue ou não se segue, o que se deve partilhar ou não, o uso das ferramentas deverá ficar ao critério de cada um. A magia da hiperligação, da referência, da agregação, da citação, da anunciação, da pesquisa e filtragem multiplicam as potencialidades e culminam numa experiência única e universal sobre toda a rede, na qual podemos imortalizar as nossas convicções e ideias e esperar que as mesmas contribuam para o evoluir do estado das coisas de uma forma positiva.
Mesmo que o "eu" prolifere e tenha diversas formas de expressão, ou mesmo posições antagónicas o que de facto interessa é que vamos explorando a nossa capacidade de comunicação e consequentemente melhorando-a, o que deverá, ou deveria... ser útil para de facto vivermos em sociedade. Conceitos como a democratização, a solidariedade, os direitos e deveres, a contribuição e importância de cada individuo e a força de vozes unidas e unissonas são os pilares fundadores deste tipo de redes.
Como exemplos temos Hi5, mySpace, LinkedIn, Facebook, Orkut, YouTube... o perfil é pois uma questão de imagem social e poderá ser privado ou publico. Claro que, deverá ser bem pensado e ponderado, até que ponto queremos partilhar a nossa informação pessoal e o que deverá ou não ser mantido na confidencialidade. E se por um lado asseguramos a nossa imortalidade temos que ver também que esta se poderá tornar num "cadastro", que não se apaga e é de eliminação difícil ou mesmo impossível. Para além dos perigos habituais como roubo de identidade, falsificação, ameaças, pedofilia e inconsciência pura e fútil bem como perseguição (existe muito tarado por esse mundo fora e mais além)...
Partilha de informação e conhecimento, busca de conteúdos, entretenimento, estilos de vida, divertimento e mesmo projecção pessoal são realidades levadas até ao infinito e potencialidades reais das redes sociais. Poderemos restringir o acesso apenas amigos, grupos ou à nossa rede. Poderemos gerir toda a informação como entendermos, filtrando e bloqueando conteúdos ou pessoas indesejadas. O FaceBook com os milhões de utilizadores que alberga como comunidade nos dias de hoje é inevitavelmente um espaço interessante e terreno fértil em termos comerciais, de marketing, sociais e comportamentais. O efeito na sociedade, no individuo e na relação do individuo com os seus pares ainda não é conhecido nem tão pouco previsível, é algo que termos que experienciar e tirar as nossas próprias conclusões.
Pensa nisso.
{¿Do You Networking?}
Mesmo que o "eu" prolifere e tenha diversas formas de expressão, ou mesmo posições antagónicas o que de facto interessa é que vamos explorando a nossa capacidade de comunicação e consequentemente melhorando-a, o que deverá, ou deveria... ser útil para de facto vivermos em sociedade. Conceitos como a democratização, a solidariedade, os direitos e deveres, a contribuição e importância de cada individuo e a força de vozes unidas e unissonas são os pilares fundadores deste tipo de redes.
Como exemplos temos Hi5, mySpace, LinkedIn, Facebook, Orkut, YouTube... o perfil é pois uma questão de imagem social e poderá ser privado ou publico. Claro que, deverá ser bem pensado e ponderado, até que ponto queremos partilhar a nossa informação pessoal e o que deverá ou não ser mantido na confidencialidade. E se por um lado asseguramos a nossa imortalidade temos que ver também que esta se poderá tornar num "cadastro", que não se apaga e é de eliminação difícil ou mesmo impossível. Para além dos perigos habituais como roubo de identidade, falsificação, ameaças, pedofilia e inconsciência pura e fútil bem como perseguição (existe muito tarado por esse mundo fora e mais além)...
Partilha de informação e conhecimento, busca de conteúdos, entretenimento, estilos de vida, divertimento e mesmo projecção pessoal são realidades levadas até ao infinito e potencialidades reais das redes sociais. Poderemos restringir o acesso apenas amigos, grupos ou à nossa rede. Poderemos gerir toda a informação como entendermos, filtrando e bloqueando conteúdos ou pessoas indesejadas. O FaceBook com os milhões de utilizadores que alberga como comunidade nos dias de hoje é inevitavelmente um espaço interessante e terreno fértil em termos comerciais, de marketing, sociais e comportamentais. O efeito na sociedade, no individuo e na relação do individuo com os seus pares ainda não é conhecido nem tão pouco previsível, é algo que termos que experienciar e tirar as nossas próprias conclusões.
Pensa nisso.
{¿Do You Networking?}
There is no solution, because there is no problem.
Irreverente como toda a sua obra, Duchamp, provoca com esta frase o seu característico desconforto de ideias que nos ficam a corroer a cabeça. Uma observação niilista e demasiado exacta. Se não existe solução, então não estamos perante um problema mas sim outro tipo de entidade. Teremos que lidar, não resolver. Não exageres, não desesperes. Despe-te de falsas teorias e sacode os preconceitos. Vê a vida como ela é: simples e fugaz. Quebra a rotina e observa. Guia-te por aquilo que és e por aquilo que pensas. Cria valores. Estuda, trabalha, desenvolve, goza, ACREDITA. Não tenhas medo e perde-te no absurdo.
UnWorkFlow
Por vezes nem o work anda nada flow nem o flow anda nada work, fenómeno conhecido por unWorkFlow. UnWorkflow é um estado de aparente dormência e alienação. Afinal a manta é tão grande que nunca conseguimos perceber qual é a ponta ideal pela qual devemos começar a cozer. O que interessa é unir as pontas e tecer as redes.
o problema persiste: os eventos sucedem-se síncronos, a um ritmo crescente e constante. Apedrejados por informações, estímulos, tendências, consumimos sem pensar. Erramos conscientemente, desculpabilizando-nos na culpa de toda a gente, que é obviamente nossa.
A verdade é que mudámos... continuamos a mudar.. teremos que mudar e inevitavelmente mudamos (não necessariamente nem para melhor, nem para pior, apenas diferente). O corpo molda-se ao estilo de vida e o cérebro reinventa-se, reorganiza-se... ajusta-se. Em vez de reter reage, em vez de actuar estuda, em vez de raciocinar... relaciona, interliga, quantifica e reestrutura... e mesmo assim não percebe a cena...
Queremos todo espaço e todo o tempo, somos criadores de partículas em busca de todas as nano respostas, nem que para isso sejam sacrificadas todas as perguntas futuras.
Detonamos-nos por religião, enganamos por política, ficamos irados por desporto, matamos e deixamos morrer por vaidade e preguiça... sofremos e causamos sofrimento por pura estupidez e incompetência.
{¿did you try the hardest of your dreams?}
o problema persiste: os eventos sucedem-se síncronos, a um ritmo crescente e constante. Apedrejados por informações, estímulos, tendências, consumimos sem pensar. Erramos conscientemente, desculpabilizando-nos na culpa de toda a gente, que é obviamente nossa.
A verdade é que mudámos... continuamos a mudar.. teremos que mudar e inevitavelmente mudamos (não necessariamente nem para melhor, nem para pior, apenas diferente). O corpo molda-se ao estilo de vida e o cérebro reinventa-se, reorganiza-se... ajusta-se. Em vez de reter reage, em vez de actuar estuda, em vez de raciocinar... relaciona, interliga, quantifica e reestrutura... e mesmo assim não percebe a cena...
Queremos todo espaço e todo o tempo, somos criadores de partículas em busca de todas as nano respostas, nem que para isso sejam sacrificadas todas as perguntas futuras.
Detonamos-nos por religião, enganamos por política, ficamos irados por desporto, matamos e deixamos morrer por vaidade e preguiça... sofremos e causamos sofrimento por pura estupidez e incompetência.
{¿did you try the hardest of your dreams?}
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