{ já se podem comer as castanhas! }

   
veio o frio, acendeu-se a lareira, assaram-se as castanhas, abriu-se a jeropiga, aqueceu-se a alma...

"(...)
Gosto muito das castanhas
De Jeropiga e de vinho."

 

[write mode]

  
 "The difficulty of literature is not to write, but to write what you mean"
 [Robert Louis Stevenson]
  
escrever põe-nos à prova. testa as nossas capacidades a cada caractere. o que sabemos, como fazemos,  as vivências, a experiência, o conhecimento, a nossa capacidades de comunicar e fazer-nos entender. a memória, a citação, a criação. é uma das tarefas mais intimistas e intimidatórias que nos leva a ficar com a caneta ou com os dedos suspensos no ar à procura da inspiração e dos argumentos perdidos nas linhas e nas teclas, no papel e nos pixeis, nos livros e nas hiperligações, num artificialismo trabalhado ao longo dos milénios que traduz em pleno a nossa condição humana.
 
"The desire to write grows with writing."
[Desiderius Erasmus]
  

void


 * from: http://geekandpoke.typepad.com/.a/6a00d8341d3df553ef015392580875970b-pi
  

/*
código mal amanhado #1
Last modified: Octobre 26, 2011.
*/

package myself {

   import life.*;
   import happiness.*;
   import thoughts.*;

   public class mariejjanne extends human{

   private void_:feeling = null;
      // constructor
      public function mariejjanne():void{

         voidness();

      }
      // init/end method
      public function voidness():void{

          set void_ = "emptiness; vacuity; nullity;";

      };
}



“ There is, in fact, an incredible freedom in having nothing left to lose.“
[Marya Hornbacher]


  :(:
    

"Quando não se tem mais nada a perder, só se tem a ganhar. 
Quando se pára de pedir, a gente está pronto para começar a receber. " 
[Caio Fernando de Abreu]
   

{random poetry #18}

  

"Conheço muito bem os homens para ignorar que muitas vezes o ofendido perdoa, mas o ofensor não perdoa jamais."
{Jean Jacques Rousseau  - Correspondência}


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[ Mea Culpa ]

Não duvido que o mundo no seu eixo
Gire suspenso e volva em harmonia;
Que o homem suba e vá da noite ao dia,
E o homem vá subindo insecto o seixo.

Não chamo a Deus tirano, nem me queixo,
Nem chamo ao céu da vida noite fria;
Não chamo à existencia hora sombria;
Acaso, à ordem; nem à lei desleixo.

A Natureza é minha mãe ainda...
É minha mãe... Ah, se eu à face linda
Não sei sorrir: se estou desesperado;

Se nada há que me aqueça esta frieza;
Se estou cheio de fel e de tristeza...
É de crer que só eu seja o culpado!

{Antero de Quental, in "Sonetos"} 


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"You may not be able to change the world, but at least you can embarrass the guilty."
    [Jessica Mitford]


    

[ FORMAT C: ]


"Civil disobedience is not our problem. Our problem is civil obedience. Our problem is that people all over the world have obeyed the dictates of leaders…and millions have been killed because of this obedience…Our problem is that people are obedient allover the world in the face of poverty and starvation and stupidity, and war, and cruelty. Our problem is that people are obedient while the jails are full of petty thieves… (and) the grand thieves are running the country. That’s our problem."
[Howard Zinn]

consecutivamente tentam formatar aquilo que somos e pensamos, consciente ou inconscientemente. a família e os amigos que pura e simplesmente não conseguem aceitar todas as nuances do nosso ser, salvo raras excepções. aqueles com quem temos pseudo-relações-condenadas-ao-fracasso-e-perda-de-tempo-brutal que pensam que só por sermos novos/naïves somos consequentemente mais fáceis de manipular (sim é verdade, mas a submissão tem limites e por vezes o que parece não é, além de que é necessário não confundir submissão com uma necessidade intrínseca de evitar conflitos). os media e todos os novos meios de comunicação e desinformação tão característicos das sociedades pós-modernas. a sociedade em geral, eximia praticante de bulling, descriminação, xenofobia, censura desmesurada repleta de preconceitos e ideias mal formadas, entre outros... e para finalizar as instituições às quais não podemos fugir pois sem elas não conseguimos sobreviver nesta realidade cada vez mais surreal, incompreensível e sem sentido. a estas ultimas deve-se a maior padronização de comportamentos e pensamentos e são elas que mais alimentam a máquina perdendo-se nos seus procedimentos caprichosos e em todo um conjunto de minuciosidades e berlicoques que maioritariamente ao invés de acrescentarem valor só dificultam e entediam o fluxo do trabalho e vida. infelizmente, são poucos os que se questionam, diz-se que a curiosidade mata e é preferível seguir as convenções a risco e rezar muito, não vá o diabo tece-las, temor a deus, aos lideres e aos homens, que a fome até ver não chegou aqui...

fiem-se na virgem e não corram....



[Infoanarchism]

Infoanarchism is an umbrella term for various groups of people who are opposed to forms of intellectual property, such as copyright and patents. The term was coined in a TIME Magazine article called "The Infoanarchist" in July 2000. The article was about Ian Clarke, known as the original designer and lead developer of Freenet. The anti-copyright movement includes a wide range of groups and views. Infoanarchists have emerged as part of the broader copyright social conflict and copyright debate.

Infoanarchists may use anonymous networks, like Freenet, Entropy, Tor or I2P, to help protect their anonymity. These anonymous networks make it difficult for observers, or any middleman, to determine what traffic is going across the network. Such technology may serve to protect people who wish to publish or receive digital files anonymously, like corporate whistleblowers, political dissidents, or groups that engage in the deliberate infringement of copyright law.

*Source: Wikipedia

[ amor, love, amour, red bull vodka ]


"You can't find love, Love must come to you.
para que é que serve o amor? não faço a mais pávida ideia. contudo, ele é a maior bênção da humanidade. Sem ele, nada seria possível. viveríamos no mundo dos impossíveis e do inatingível. tudo seria sem cor, sem odor e sem corantes nem conservantes 
dizem que ele acontece e depois constrói-se, com cuidado e paciência. dizem que é severo, mas ensina. dizem que distrai, mas faz sonhar. dizem que é raro e que poucos o encontram, mas que todos o devemos procurar. 
apenas sei que tudo é amor, que ele não se explica, é auto-explicável e vale por si mesmo.


"love?! oh no, a red bull vodka please!"


  

A quoi ca sert l'amour? Short french animation film by Louis Clichy

 

 [ A quoi ca sert l'amour ]

A quoi ça sert, l’amour?
On raconte toujours
Des histoires insensées
A quoi ça sert d’aimer?

L’amour ne s’explique pas!
C’est une chose comme ça!
Qui vient on ne sait d’où
Et vous prend tout à coup.
Moi, j’ai entendu dire
Que l’amour fait souffrir,
Que l’amour fait pleurer,
A quoi ça sert d’aimer?

L’amour, ça sert à quoi?
A nous donner d’la joie
Avec des larmes aux yeux…
C’est triste et merveilleux!
Pourtant on dit souvent
Que l’amour est décevant
Qu’il y a un sur deux
Qui n’est jamais heureux…

Même quand on l’a perdu
L’amour qu’on a connu
Vous laisse un gout de miel -
L’amour c’est éternel!

Tout ça c’est très joli,
Mais quand tout est fini
Il ne vous reste rien
Qu’un immense chagrin…

Tout ce qui maintenant
Te semble déchirant
Demain, sera pour toi
Un souvenir de joie!

En somme, si j’ai compris,
Sans amour dans la vie,
Sans ses joies, ses chagrins,
On a vécu pour rien?
Mais oui! Regarde-moi!
A chaque fois j’y crois!
Et j’y croirait toujours…
Ça sert à ça l’amour!

Mais toi, tu es le dernier!
Mais toi’ tu es le premier!
Avant toi y avait rien
Avec toi je suis bien

C’est toi que je voulais!
C’est toi qu’il me fallait!
Toi que j’aimerais toujours…
Ça sert à ça l’amour!


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[ What good is it, love? ]

What good is it, love?
People are always telling their
foolish stories.
But what good is it, love?

Love can't be explained.
It comes, just like that,
from where no one knows
and suddenly it takes hold.
Me, I've heard it said
that it makes you suffer,
it makes you cry,
what good is it?

what good is it?
It brings us joy
with tears in our eyes.
It is sad and marvelous.
People say its' a deceiver,
that there is one in every pair
who is never happy.

Even when one has lost
a love one knew,
there is a taste of honey,
love the eternal.

That's all very pretty,
but when all is over and done,
it leaves you nothing
but a huge unhappiness.

All that now seems to
be tearing you apart,
tomorrow will be
a memory of pure joy.

All in all, if I understand it,
without love in your life,
without its joys and sadness,
you've lived for nothing.
Ah yes. Look at me.
I have believed in it every time
and will believe always.
That is what love is for.

But you, you are the last.
You are the first.
Before you there was nothing.
With you I feel fine.

It is you who I want,
You who I need,
You whom I will love always,
That's what love is for.

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[ para que serve o amor? ]

Para que serve o amor?
contam-se todos os dias
Histórias insensatas
Para que serve amar?

O amor não se explica
É uma coisa assim
Que vem não se sabe de onde
E nos apanha de uma vez

Eu, eu escutei dizer
Que o amor faz sofrer
Que o amor faz chorar
Para que se serve amar?

O amor, serve para quê?
Para nos dar alegria
Com lágrimas nos olhos
É uma triste maravilha

No entanto, dizem geralmente
Que o amor é decepcionante
Que de dois há um
Que nunca está contente

Mesmo quando o perdemos
O amor que conhecemos
Nos deixa um gosto de mel
O amor é eterno

Tudo isso é muito bonito
Mas quando tudo acabou
Não lhe resta nada
Além de uma enorme dor...

Tudo que agora
Lhe parece dilacerante,
Amanhã, será para ti
Uma lembrança de alegria!

Em resumo, se eu entendi,
Que sem amor na vida
Sem essas alegrias, essas mágoas
Nós vivemos para nada?

Mas sim! Olha para mim!
Cada vez mais eu acredito nisso
E eu acreditarei para sempre...
Que é para isso que serve o amor!
Mas tu, tu és o último,
Mas tu, tu és o primeiro!
Antes de ti não havia nada
Contigo eu estou bem
Eras tu quem eu queria
Era de ti que eu precisava
E és tu que eu amarei para sempre
Para isso é que serve o amor!...


[Edith Piaf]



{castanhas}




se existe coisa que sabe para lá do muito bom, são umas castanhas assadas na caruma ao fim de uma tarde solarenga, húmida e fria. contudo, como o verão invadiu outubro deixando o outono quase que esquecido, a tarefa anteriormente mencionada é quase impossível... na verdade, muito provavelmente é pecado comer castanhas assadas de manga curta e sandálias e a minha religião não o deve permitir.
sendo assim, terei de esperar por dias mais conformes à época (esperando que a terminologia época se possa aplicar em estações vindouras...) e guardar as castanhas que ainda não têm bicho em sítio seco e arejado para que não sucumbam à natural tendência de putrefacção, pelo menos até ao magusto de são martinho.


"A castanha tem má manha: vai com quem a apanha"


[as bodas de fígaro]


   
   
a decadência de um determinado regime expõe situações absurdas e pouco correctas, sintomáticas da falência moral e institucional, da ignorância e exploração, onde os direitos e deveres são ignorados, deixando ao homem comum uma única saída: fazer-se ouvir..... 

...expressar a sua vontade  e  as suas ideias...
...mesmo que isso perturbe com a ordem vigente (sempre com respeito aos outros e amor à vida).

a verdadeira mudança é aquela que acontece nos comportamentos, atitudes e na cultura e não é instantânea, é um processo moroso, minucioso mas incontrolável e incontornável.

é como as bodas de fígaro uma farsa vulgar em tom de comédia dramática com vários registos psicológicos, repleta de confusões, mal entendidos e alguma malevolência que são quase esquecidos perante a beleza da música e a intensidade do diálogo. composição que evidencia as relações de força, sociais, políticas, o amor, o desejo, a paixão e o sofrimento.
obra com um final feliz, todavia incerto.


*as bodas figaro - Wolfgang Amadeus Mozart & Lorenzo Da Ponte (http://pt.wikipedia.org/wiki/Le_nozze_di_Figaro)
*FO'11 Aveiro


Dove sono i bei momenti
Where are they, the beautiful moments


[ identidade#0 ]



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a maior parte do tempo muitos de nós pensamos que temos a nossa identidade como algo garantido. temos a noção que nos auto-conhecemos, bem como conhecemos ou outros e o papel dos mesmos na nossa vida, e os outros parecem relacionar-se de igual maneira.

contudo, existem ocasiões em que a identidade se torna um problema. quando existem problemas com a identidade estabelecida e validada, situações banais ou triviais ou de maior gravidade onde não temos a possibilidade de provar no instante quem somos, ou ficamos camuflados nas dinâmicas das identidades colectivas.
independentemente da história, é implícito que a identidade e identificação são essenciais para o bem estar do indivíduo, bem como para as relações sociais.

mas a identidade é mesmo determinante no comportamento?
e será ela algo certo, imutável?

por identidade, entende-se a capacidade humana de definir um conjunto de características individuais que nos permitem diferenciar unicamente e inequivocamente um determinado sujeito, saber quem é quem. 

implica auto-conhecimento, conhecer os outros e sermos conhecidos por aquilo que somos.

de acordo com Martin e Malešević a identidade é um processo, não é uma coisa que temos, mas que vamos construindo ao longo do tempo.
a identidade é complexa e ao longo da história foi alvo de muitas reflexões e teorias, sendo que é neste século que mais o homem se questiona sobre a mesma.

*social identity, Jenkins, Richard


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[Identidade]

A identidade, como a pele,
renova-se, perde-se de sete
em sete anos, muda no mesmo
corpo, torna diferente
a permanência humana.
A identidade é a soma
das intenções, uma foto
instantânea para um propósito
imediato que não dura.
A identidade é um equívoco
para camuflar o coração.

{Pedro Mexia | "Duplo Império"}

{random poetry #17}

.: insinceridade  :.

quis-nos aos dois enlaçados
meu amor ao lusco-fusco
mas sem saber o que busco:
há poentes desolados
e o vento às vezes é brusco

nem o cheiro a maresia
a rebate nas marés
na costa de lés a lés
mais tempo nos duraria
do que a espuma a nossos pés

a vida no sol-poente
fica assim num triste enleio
entre melindre e receio
de que a sombra se acrescente
e nós perdidos no meio

sem perdão e sem disfarce,
sem deixar uma pegada
por sobre a areia molhada,
a ver o dia apagar-se
e a noite feita de nada

por isso afinal não quero
ir contigo ao lusco-fusco,
meu amor, nem é sincero
fingir eu que assim te espero,
sem saber bem o que busco.

[Vasco Graça Moura]
in Antologia dos Sessenta Ano

{death is not the end}


 
"When you're standing on the cross-roads
That you cannot comprehend
Just remember that death is not the end"

[nick cave]
  

 
 
 

“People disappear when they die. Their voice, their laughter, the warmth of their breath. Their flesh. Eventually their bones. All living memory of them ceases. This is both dreadful and natural. Yet for some there is an exception to this annihilation. For in the books they write they continue to exist. We can rediscover them. Their humor, their tone of voice, their moods. Through the written word they can anger you or make you happy. They can comfort you. They can perplex you. They can alter you. All this, even though they are dead.”
[Diane Setterfield]


reflectir sobre a morte é reflectir sobre nós próprios. quem somos, para onde vamos, qual é a condição da nossa existência. desta forma, ao longo da história proliferam teorias sobre a origem da morte e qual destino devemos dar à vida. na génese da questão está a perda daquilo que nos liga uns aos outros e ao mundo e como havemos de resolver todas as problemáticas e demandas relacionadas com o tempo de vida.

ao contrário de outras ideologias ou crenças, a morte, afecta-nos a todos, encontramo-la na morte daqueles que amamos, que gostamos, nos famosos, nos vizinhos, conhecidos, estranhos... é algo certo, inevitável e irreversível. contudo, nem sempre temos consciência que ela se abaterá sobre nós também, e quando temos saímos reforçados, com mazelas ou por lá ficamos.

a tecnologia veio levantar todo um conjunto de perguntas existenciais. mais do que nunca o homem questiona-se, duvida e procura saber, reforçando os seus laços e Ser na rede. a forma como o nosso legado é deixado ou não disponível é objecto de estudo e deve de ser considerado individualmente, com o advento das redes sociais, o tema ressurge novamente. em particular com o facebook, uma rede que em 2010 atingiu níveis de adesão nunca antes registados e pela forma como os utilizadores interagem com a própria rede social, já que partilham de forma continua pensamentos, ideias, fotografias e muita informação de cariz pessoal.

os responsáveis por esta rede permitem que o perfil de alguem que tenha falecido seja apagado ou seja mantido.  originalmente, o facebook assim que tomava conhecimento da morte do utilizador eliminava a sua página, apagando qualquer registo dessa pessoa, contudo em 2007, após os tiroteios de Virginia Tech amigos e familiares solicitaram ao facebook para deixarem homenagear as vitimas através dos seus perfis.

todavia, o facto de recebermos mensagens de reconect ou vermos posts no perfil de alguém que já partiu poderá facilmente levar-nos às lágrimas, por outro lado, é sabido que "enquando estiver na memória a pessoa está viva", desta maneira, a rede social poderá servir para manter de certa maneira a pessoa que partiu no meio de nós perpetuando a sua existência e  mantendo vivas todas as suas contribuíções para o capital social e de conhecimento.

cada vez mais utilizadores têm uma conta em redes sociais. para alguns apenas serve para manter o contacto com familiares ou amigos, outros como forma de ampliar a sua presença na web em termos pessoais ou profissionais. a redes sociais permitem-nos, desta forma, partilhar todo o nosso capital social: pensamentos, estudos, análises, descobertas, ideias, fotografias, vídeos, musica e outros conteúdos, mas o que de facto acontece a tudo isto quando morremos? a verdade é o que partilhamos e como partilhados influência cada vez mais o que vemos e o que fazemos na rede, reflectindo-se também no quotidiano.

a verdade é que todo o repositório de pensamentos e vivências, deve ser preservado, para que o individuo possa ser lembrado por amigos e familiares, e também para que outros possam retirar do seu perfil e contribuições as suas aprendizagens. claro que é necessário ter em conta em como manter a presença online e evitar por exemplo de fenómenos de difamação ou de apropriação de identidade. quem o guarda? quem teria privilégios de gestão?

as redes sociais têm estipuladas algumas regras para o acesso de contas de individuos que já tenham falecido, para tal é necessário entregar toda a documentação e razão pelo qual necessita do acesso. após analizados os dados o acesso é ou não permitido.

cerca de um milhão de utilizadores padeceu no ano de 2010. 
o que fazer a todos estes espíritos virtuais?

* a brief history of death, Douglas J.Davies 



“You must realize that one day you will die. Until then you are worthless.”
[Chuck Palahniuk]

  
 

[nothing to offer]


"Our real discoveries come from chaos, from going to the place that looks wrong and stupid and foolish."
[Chuck Palahniuk]



e um dia desmoronas, como se a tua alma de um castelo de cartas se trata-se, frágil, inseguro e inconstante. deparas-te novamente com o vazio ao olhar para os montes de sal que nascem das águas paradas, onde só o vento te acaricia a face, dando-te a esperança, a força e a calma que precisas para chegar não sabes onde e cumprir o que não sabes que tens de cumprir.
e dás por ti a sorrir e estranhamente feliz, porque acreditas no futuro e agora compreendes o que é o passado.
perdes o medo, ganhas vontade, sonhas e trabalhas independentemente daquilo que amanha e além e depois irá chegar.

And I sat down and said
"I don't want to suffer."
And I told him
I had nothing to offer,
No more.
{addatep from Kings Of Convenience  | Quiet Is The New Loud | The Girl From Back Then}

{find what you love}

 
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“You’ve got to find what you love. And that is as true for your work as it is for your lovers. Your work is going to fill a large part of your life, and the only way to be truly satisfied is to do what you believe is great work. And the only way to do great work is to love what you do. If you haven’t found it yet, keep looking. Don’t settle. As with all matters of the heart, you’ll know when you find it. And, like any great relationship, it just gets better and better as the years roll on. So keep looking until you find it. 
Don’t settle.

[Steve Jobs (2005 Stanford Commencent Speech)]


{the world has lost a visionary}


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[pleasant life, colorful mind]

    
    
almejamos vida perfeitas (como se a perfeição fosse definível e alcançável...), estabelecemos metas, objectivos, temos tudo impecável, sem nódoas, sem arestas, sem conteúdo. 
quando nos encontramos, e esbarramos brutalmente com a vida de contos de fadas e faz de conta que criámos, a mesma não passa de um filme a preto e branco, com um conjunto de tarefas que fazemos repetidamente apenas porque temos de fazer, de falas que declamamos sem sentimento, de horários e regras que cumprimos sem saber o porquê, numa existência iterativa, recursiva e num ciclo vicioso do qual não conseguimos sair. 
no momento em que finalmente nos conseguimos interrogar, seja por vontade própria ou por circunstâncias que a nós nos são externas, mas que há muito esperávamos por elas, tudo fica com uma perspectiva diferente. 
aprendemos que o conforto nem sempre é bom, que a descoberta é necessária e que não devemos ter medo nem receio de viver.
tudo paulatinamente ganha cor... o amor fica vermelho, a alegria amarela, a saudade verde, a amizade azul, branca, roxa, laranja... tudo ganha uma tonalidade diferente, com todos os pormenores que outrora não víamos. e a vida monocromática que levávamos fica em tons de sépia, a cor das lembranças, preciosas para não cometermos os mesmos erros, e das quais nos devemos lembrar com amor e carinho, porque nesta vida, não deve de haver lugar para ressentimento, desalento ou arrependimento, apenas para o amor com toda a sua gama cromática.



"The soul becomes dyed with the color of its thoughts."
[Marcus Aurelius]